Sexta-feira, 3 de Setembro de 2004
Madrugadas de sal
Em madrugadas de sal
Vêem-se partir os barcos
Plenos de coragem abissal
Chorando os prantos parcos...
E os que regressam a salvo
Do mar que os apaixonou
Trazem o desgosto calvo
Que a sorte lhes danou
Ondas revoltas de azar
De quem aguenta o porte
Que o tempo soube ajuizar:
"Não saber qual o seu norte"...
Sem destino ainda marcado
Seguem a vida dia-a-dia
Com olhar encharcado
A quem a morte adia
E os que ficam no cais
Não sonham nem metade
Ficam à espera dos demais
Sujeitos à sua torpe vontade...
publicado por ridufa às 16:59
link do post | comentar | favorito
|
28 comentários:
De ridufa a 8 de Setembro de 2004 às 11:39
mulhergorduxa: Sonhos feitos no mar, desfeitos pelas ondas... alma maior que o corpo, maior que o sonho... ;) Bjs
De mulhergorduxa a 8 de Setembro de 2004 às 11:32
Bom dia. Adorei o poema. Consegues transmitir toda a espessura da alma e dessa incerteza dos sonhos desfeitos. Bjs
De ridufa a 7 de Setembro de 2004 às 16:51
o5elemento: É já de 1980?? Já lá vão uns bons aninhos... obrigada por retirares esse poema do baú... ;) Bjs
De ridufa a 7 de Setembro de 2004 às 16:44
o5elemento: Obrigada por partilhares inéditos à luz de uma vela. E os barcos que por nós passam, dão-nos alegrias e tristezas, num mar de esperanças e desejos, num oceano de amores e desamores... ;) Bjs
De o5elemento a 7 de Setembro de 2004 às 16:00
{ 1980 }:)
De o5elemento a 7 de Setembro de 2004 às 15:58
{ ... de tuas palavras ( de meu agrado ) retornam algo que escrevi ( nunca editado ) pra’ti ditado: partida |
a manha |
era calma, fresca |
o cantar das ondas nas rochas |
era a única melodia |
sentado numa pedra |
dava largas à poesia |
cheia de cores e maravilhas |
quando dei por mim |
estava junto de tristes mulheres |
e crianças, olhando os barcos partirem |
a manhã perdera o seu brilho e beleza |
numa pedra assisti à partida, ao sofrimento |
oh, barco! levaste sofrimento |
deixaste sofrimento |
o cheiro da tarde, quente, chegou |
chegou para secar as lágrimas |
das pobres mulheres |
numa pedra senti tristeza |
numa pedra olhei essas simples mulheres |
de mãos sujas de sal e ombros |
queimados do trabalho |
oh, barco! levaste sofrimento |
deixaste sofrimento
© biquinha ... }{ beijos* }
De ridufa a 6 de Setembro de 2004 às 15:13
João Martinho: E as velas que acendemos, nem sempre são controláveis... o fogo que transmitimos nem sempre é previsível... que a fogueira se mantenha acessa mesmo em tempos tempestuosos de marés de viveres ;) Bjs
De ridufa a 6 de Setembro de 2004 às 15:11
Magda: Perdemo-nos no mar da vida quando nos envolvemos com o que nos rodeia... derivamos, deliramos, sentimos, saltamos de onda em onda... com sorte não nos afogamos ;) Bjs
De Joo Martinho a 6 de Setembro de 2004 às 15:08
Parece que consegues acender uma fogueira, não só uma vela. E que bom é que é, num dia cinzento como o de hoje.
De Magda a 6 de Setembro de 2004 às 15:04
um dia vou querer perder-me nesse mar...

Comentar post

.mais sobre mim
.pesquisar
 
.Agosto 2006
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
27
28
29
30
31
.posts recentes

. Mundo (In)visível

. Improvisos do momento

. Achas que ninguém sente.....

. Achas que ninguém vê...

. Falha de comunicação

. Até um dia

. A cor do dia em que parti

. Alma nos montes

. Quando os olhos fecho

. Memórias

.arquivos

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

. Fevereiro 2005

. Janeiro 2005

. Dezembro 2004

. Novembro 2004

. Outubro 2004

. Setembro 2004

. Agosto 2004

. Julho 2004

. Junho 2004

. Maio 2004

. Abril 2004

blogs SAPO
.subscrever feeds