Terça-feira, 10 de Agosto de 2004
Bela [c]idade
Esquinas da alma adormecida
Acordada ao toque de um beijo
Travessas de gente esquecida
Em suas casas de azulejo
Avenidas de pressa acrescida
Num breve corrupio livre
Praças de memória vencida
Por jardins de savoir-vivre
Ruas de paixão compadecida
Suavizada por desejos e vícios
Estradas de essência embevecida
De quem só vê na vida benefícios
Ruelas de sensação estarrecida
Em gritos mudos de amores
Caminhos de mente retorcida
Em súbitas viragens de humores
Becos sem saída oferecida
Afogada nos copos de gin
Cais de solidão enlouquecida
Aguardando o inevitável fim
publicado por ridufa às 15:12
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28 comentários:
De ridufa a 12 de Agosto de 2004 às 11:28
Betty: (C)Idade sempre presente nas nossas memórias e corações ;) Bjs
De Betty a 12 de Agosto de 2004 às 11:19
Excelente (c)idade :)
De ridufa a 12 de Agosto de 2004 às 10:25
b: Espero que as férias tenham sido boas. Bem-vindo de novo ;) Bjs
De b a 12 de Agosto de 2004 às 10:13
Olá voltei de férias! E gostei do que li!
De ridufa a 11 de Agosto de 2004 às 14:17
Estrela do mar: Ainda bem que te recordei momentos felizes... As cidades têm ainda os seus segredos... ;) Bjs
De Estrela do mar a 11 de Agosto de 2004 às 14:08
Ao ler este teu poema senti Lisboa, de alguns anos atrás, quando me deslocava para o Bairro Alto para frequentar o Conservatório. De repente veio-me o cheiro a sardinha assada e uma vontade enorme de andar no elevador da bica. Foi boa esta sensação.


De ridufa a 11 de Agosto de 2004 às 11:08
vittorio: Lisboa tem, de facto, os seus encantos. A cidade tem encantos escondidos, memórias por desvendar, a cada esquina, por aqui e por acolá... se o teu berço foi Alfama, deves conhecer as vielas e becos melhor que ninguém... Que a idade apenas os melhore... e não os faça esquecer ;) Bjs
De vittorio a 11 de Agosto de 2004 às 11:02
Eu cresci por essas vielas e becos e que saudades tenho de pé descalço correr por eles outra vez!
Alfama foi meu berço e Lisboa minha amante!
Gostei!
De ridufa a 11 de Agosto de 2004 às 10:59
Carlos Tavares: A cidade e a idade... ambas repletas de memórias, vivências, desejos, ilusões... lado a lado, sempre... Quanto mais idade tem a cidade, mais bela se torna ;) Bjs
De Carlos Tavares a 11 de Agosto de 2004 às 10:44
Pois é, a idade, as etapas da nossa vida constroem um labirinto de ruas e esquinas tão densas que mais se confunde com a visão de uma cidade... boa perspectiva!

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