Segunda-feira, 13 de Setembro de 2004
Imagem eterna...
... Inconstante
Este sentimento apertado
De sentir o coração amado
Sem sequer o ter desejado

... Melodia
Tinha por vezes imaginado
Entre tanto pranto chorado
Esse som de amor vincado

... Adorada,
Em tecto de céu estrelado
Sentindo a beleza do lado
Nunca foi de ilusão achado

... Gerada...
Receando o sentido dado
Esquecendo-o abandonado
Talvez apenas procurado

... Eternamente
"Nascer de afecto velado"
Já à partida condenado:
Indiferente e delicado

... Mundana!!
[Agora de leve sentir esperado]
Obsessão no ideal ignorado
Restando o mundo sonhado
publicado por ridufa às 14:22
link do post | comentar | favorito
36 comentários:
De ridufa a 13 de Setembro de 2004 às 15:56
Cris: Sim, cada pessoa lê de acordo com as suas próprias experiências. Isto gera situações interessantes, que nem sempre correspondem à realidade ;) Bjs
De Cris a 13 de Setembro de 2004 às 15:44
Eu acho que quando se escreve poesia, ou mesmo prosa por vezes, se corre um pouco esse risco... porque aquilo que sentimos quando estamos a escrever raramente é interpretado tal como nós o sentimos, mas à luz de outras experiências de vida... Para elas as nossas linhas e os nossos versos fazem um sentido que nos ultrapassa. Eu leio a tua primeira estrofe e remete-me para o amor não correspondido, para a sensação sempre frustrante de ser amados e não poder corresponder... mas isso é a minha interpretação. Tu poderias querer transmitir uma coisa completamente diferente... mas é isso que eu leio neste poema. Jinhos :)
De ridufa a 13 de Setembro de 2004 às 15:15
alexandra: Risco e que risco... Cada ser humano é um mundo... é complicado a compreensão integral do outro... ainda mais através da escrita. No entanto, fico contente por saber que existem pessoas (como tu e eu) que ainda tentam compreender... ;) Bjs
De alexandra a 13 de Setembro de 2004 às 15:11
Eu sei Ridufa... eu sei como é quando quem lê não compreende... mas é um risco que corremos ao dar a nossa escrita ao mundo; e eu sei que por mais que nos digam que não custa, que não doi... quem não sente dor quando fala uma linguagem diferente no meio da muldidão e ninguém entende? só quem é semelhante, quem sente assim; por isso costumo dizer que os semelhantes reconhecem-se no meio da multidão...
Não precisas de agradecer Ridufa; venho sempre ler-te porque gosto de sentir a tua escrita que é muito boa, tal como um céu estrelado ainda que possa ter nuvens carregadas de chuva... Um beijo :*
De ridufa a 13 de Setembro de 2004 às 14:52
alexandra: E sonhando com palavras, versos e sentidos trocados, faço desse o meu mundo, nem sempre decifrado aos olhos de quem lê... ;) Obrigada por comparares as minhas palavras a um céu estrelado... Bjs
De alexandra a 13 de Setembro de 2004 às 14:40
Querida Ridufa, por mais inconstantes que sejam os teus sentimentos, a melodia que geras com a tua poesia fará nossos olhos adorar eternamente as tuas palavras como a um céu estrelado e, o teu mundo sonhado jamais se perderá dentro de quem te lê, igualmente sonha.
Um beijo com carinho :*

Comentar post

.mais sobre mim
.pesquisar
 
.Agosto 2006
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
27
28
29
30
31
.posts recentes

. Mundo (In)visível

. Improvisos do momento

. Achas que ninguém sente.....

. Achas que ninguém vê...

. Falha de comunicação

. Até um dia

. A cor do dia em que parti

. Alma nos montes

. Quando os olhos fecho

. Memórias

.arquivos

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

. Fevereiro 2005

. Janeiro 2005

. Dezembro 2004

. Novembro 2004

. Outubro 2004

. Setembro 2004

. Agosto 2004

. Julho 2004

. Junho 2004

. Maio 2004

. Abril 2004

blogs SAPO
.subscrever feeds